O que faz com que crianças, cada vez mais cedo, sintam-se piores que outros e cheguem até à  depressão?

Autoestima é o quanto uma pessoa se valoriza e acredita ter importância na vida dos que convivem com ela e para o mundo. Está ligado a quão capaz ela se sente.

É muito importante entender o quanto cuidar dos sentimentos de uma criança pode torna-la mais forte ou mais fraca no futuro.

Crianças que se sentem valorizadas e aceitas, são mais propensas a pedir ajuda quando precisam, simplesmente por acreditarem que merecem. 

Em tempo de liberdades e discussões confusas sobre o que as pessoas podem ou não escolher, crianças bem orientadas, confiantes e seguras sobre quem são tornar-se-ão adultos mais capazes de enfrentar e gerenciar seus desafios, inclusive os de aprendizagem.

Principais características das crianças com autoestima positiva:

 

Sentir-se respeitada é a primeira e mais importante característica de pessoas com a autoestima positiva. E dessa dependem todas as outras:

  • São resilientes e sentem-se seguras, mesmo quando cometem erros;
  • Costumam sentir-se no controle de suas atividades;
  • São mais independentes;
  • Assuma a responsabilidade por suas ações
  • São confortáveis ​​e seguros na formação de relacionamentos. Não possuem o senso de inferioridade, e, por isso são livres de sentimentos como inveja, superioridade, raiva, ansiedade e competição exagerada;
  • Produzem bons sentimentos, tais como satisfação, bem-estar, alegria, prestatividade;
  • Desenvolvem comportamentos de tomar iniciativa de enxergar e resolver problemas sem se vitimizar;
  • Têm a coragem de acreditar e expor seus valores e sentimentos, e assim são capazes de tomar boas decisões, mesmo em face da pressão dos outros: pais, professores, família, amigos e sociedade.

Problemas de aprendizagem derrubam autoestima

 

 

Crianças com problemas de aprendizagem e atenção muitas vezes lutam para desenvolver e manter a autoestima positiva. Não é que nunca tenham sucesso, no entanto suas experiências são inconsistentes.

Alguns trabalhos escolares podem parecer impossíveis de fazer. Às vezes, os filhos com problemas de aprendizagem e atenção são aceitos pelos colegas. Mas outras vezes, eles são alvo de brincadeiras cruéis, até por parte de pais e professores .

Como resultado, as crianças com problemas de aprendizagem e atenção podem tornar-se cada vez mais incertas sobre suas próprias habilidades.  Podem ficar inseguros de como reagir aos desafios.

Reconstruir autoestima é possível. As crianças podem aprender a melhorar a forma como veem e se valorizam.

O preço da baixa autoestima

 

 

Crianças com baixa autoestima podem não acreditar que sejam dignas de um bom tratamento. Porque se sentem dessa maneira, pedem ajuda e não se defendem por acreditar que merecem o que sofrem. mesmos. 

Crianças com baixa autoestima podem ter problemas para ganhar a confiança que precisam para enfrentar e lidar com seus problemas de aprendizagem. 

Algumas reações de crianças com autoestima negativa:

  •  A falha repetida pode levar a sentimentos de frustração, como por exemplo raiva, ansiedade, tristeza, desleixo, inatividade, entre outros.
  •  Crianças nessa situação geralmente perdem o interesse em aprender.
  •  Podem se tornar mais vulneráveis à pressão dos colegas.
  •  Podem desenvolver maneiras autodestrutivas de lidar com desafios, pois é mais fácil desistir, evitar, chorar, ficar nervoso, inquieto, agir com violência, desobedecer e negar.

 Como os pais, professores e responsáveis podem ajudar

Entenda como se desenvolve a autoestima positiva nas crianças

Crianças seguras entendem que a vida não é feita só de brincadeiras e alegria. Elas aprendem a desenvolver confiança diante das piores circunstâncias e a entender que tudo é passageiro.

O fundamental para o desenvolvimento da autoestima é o reconhecimento que pais, professores e responsáveis expressam à criança pelos seus comportamentos. Assim, é importante salientar o VOCÊ na frase que explicita o elogio e não apenas o comportamento:

Note os exemplos:

  •  CERTO: Você me deixou feliz com suas notas.
  •  ERRADO: As notas do seu boletim me deixaram feliz; 
  •  CERTO: Filho, parabéns, você escreveu um excelente texto;
  •   ERRADO: Filho, parabéns, seu texto ficou excelente!
  •  A jogada que você fez foi fenomenal  ;  
  •  Aquela sua jogada foi fenomenal;

Note que em todas as frases há um elogio, uma forma de reforçar o ato positivo, além de destacar a criança que emitiu o comportamento.

É esse tipo de comunicação que melhor desenvolve a autoestima, uma vez que dá destaque à pessoa e não ao comportamento.

Atenção!

 

Crianças aprendem o que vivenciam

 

 

Cuidado com os critérios de exigência de desempenho estipulados: não se deve usar critérios muito exigentes para gratificar as crianças, pois altas exigências as tornam ansiosos e, futuramente, perfeccionistas consigo mesmas e com os outros.

Exigir o mais que perfeito é um modo imperfeito de educar. Além disso, quando a exigência não é exagerada, a criança executa os deveres sem dificuldades, sentem-se gratificadas e ai sim, é possível aumentar aos poucos, as exigências, até atingir um padrão final de desempenho desejado ainda que a criança cometa erros, pois esses fazem parte da vida e do desenvolvimento humano.

Tudo o que foi exposto não exclui a importância de dar limites para a criança. Assim, dizer não, proibi-la de fazer determinadas coisas, puni-la quando os comportamentos emitidos por ela apresentam riscos para a sua segurança e de outros é parte necessária do desenvolvimento comportamental e emocional de uma criança. É preciso sofrer frustrações e aprender a lidar com elas.

A criança não se sentirá pouco amada porque sofre restrições e eventuais punições que são, claramente, contingentes a comportamentos inadequados. Ela se sentirá ansiosa, insegura, desamparada, se as punições forem inconsistentes – ora um comportamento é punido, ora reforçado.

 Muitas vezes, as reações aversivas dos pais com a criança ocorrem por problemas pessoais deles – alcoolismo, falta de dinheiro, desavenças conjugais, entre outras – sem nenhuma relação de funcionalidade com os comportamentos do filho.

Afinal, é importante que adultos ajudem as crianças a descobrir seus pontos fortes e e suas inteligências. É completamente possível ajuda-las a revelar o melhor em si mesmas e capacitá-las a dominar os desafios que se seguirão pela vida toda..

 

  Por  Fátima Oliveira

       Especialista em alfabetização, arte educação, leitura e escrita, cotação de histórias, psicopedagoga, com ampla experiência nessas áreas e apaixonada, desde criança, pela arte de ler e escrever, Fátima Oliveira compartilha as melhores práticas para ajudar pais, professores, psicólogos, fonoaudiólogos, bibliotecários, homeshools e demais interessados, a lidar de forma fácil e criativa, com as dificuldades de aprendizagem de crianças e adolescentes. 

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